sexta-feira, 25 de maio de 2012

By heart

I know your words by heart. 
I know our songs' lyrics by heart. 
And I know your pictures and your text messages... 
And I know your address, you birthday, your phone number... 
All of it by heart. 


I know your face, your skin, your body. 
I know you... 
by heart.

domingo, 20 de maio de 2012

Quando eu falei que não queria me envolver, era verdade. Mas aí chegou você.

Braços

...Gosto tanto desses seus braços.
E dos carinhos, do jeito que dão a volta na minha cintura e caem doces pelo meu quadril.
E da maneira deles se acomodarem pesados em cima de mim quando você dorme... Me prendendo exatamente onde quero estar.

Eu só quero você.
Você e esse seu jeito de conseguir me fazer de morrer de leve, mortes pequenas, tantas mortes...
Tanta vida, tanta coisa. Quero fechar os olhos e aproveitar o poder que você tem de fazer nada mais importar.

sábado, 12 de maio de 2012

Adoro entrar numa sala e sentir o perfume dele, me esperando. Sentir seu olhar e seu sorriso. E estar feliz só por estar ali.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Little girl's love letter

"I like you. I like playing with you. I like the way you tease me. 
I like like you, even when we are fighting and I pretend we are like my mom and dad, that fight and then say sorry and then everything is fine. And they kiss.

I do like kissing your nose. And looking into your little eyes. I like to pet your head as if you were a little puppy.

And I like the way you throw tiny little rocks on my window and then laughs when I look around to see what's going on. I just really like your smile. A lot. And I like like, really like tickling you. You are so funny when you laugh and laugh.... And then you give that "oh please stop" look. I really really like that look. I like when I see you looking at me. Looking for me.


I like kissing your cheeks and I like when you hold me instead of running away to play soccer with those other boys. They are silly, you are not.
So, it is like... I really like you, you know... And I really like liking you. I like you so much that it doesn't make sense.


For now, let's stay close, let's play, let's have fun. I will love you when we get old enough to say four letter words."


l.o.v.e

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Frio

Está frio.
Cada vez mais Frio.
O inverno vai chegando aos poucos, incômodo e insone...
Atrapalha sonhos, interrompe noites.

O Frio é cruel para os solitários. É um convite para o abraço, lembrando que (já) não se tem quem (quem?) se quer abraçar. E, gelado, faz com que a saudade doa mais. Demais. E o corpo. E a idade. E o cansaço.

Nele há qualquer coisa de triste, mas não qualquer coisa que ama.
Se amasse seria primavera.
E seríamos felizes.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

entre aspas

Amor que pede esforço pra acontecer, não é amor. É uma coisa qualquer cansada e cansativa, mas não é amor. Amor bom é aquele que acontece sem você nem dar conta de nada, acontece no suspiro, na distração, sorrateiramente...

É isso que o amor é, eu acho. Um Don Juan sorrateiro, meio fantasia, meio certeza de realidade. Ele é que te conquista, ele que decide a hora que vem e que vai e à gente cabe só amar mesmo.

Se temos que tentar, pensar, mudar, bolar coisas para um "amor" acontecer, não é amor, é amor entre aspas.

E amor entre aspas é mentira.

Era mentira. Ou não, né... Mas vai saber? O medo de ir tudo pro ralo e de você ser só mais um, me faz fingir esse descaso e essa descrença, quando tudo que eu quero, na verdade, é acreditar.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Diálogo Final


(de Carlos Drummond de Andrade)


- É tudo que tem a me dizer? - perguntou ele.


- É! - ela respondeu.


- Você disse tão pouco.

- Disse o que tinha para dizer.


- Sempre se pode dizer mais alguma coisa.

- Que coisa?


- Sei lá. Alguma coisa.

- Você queria que eu repetisse?


- Não. Queria outra coisa.

- Que coisa é outra coisa?


- Não sei. Você devia saber.

- Por que eu deveria saber o que você não sabe?


- Qualquer pessoa sabe mais alguma coisa que outro não sabe.

- Eu só sei o que sei.


- Então não vai mesmo me dizer mais nada?

- Mais nada.


- Se você quisesse...

- Quisesse o quê?


- Dizer o que não tem pra me dizer. Dizer o que não sabe, o que eu queria ouvir de você. Em amor é o que há de mais importante: o que a gente não sabe.

- Mas tudo acabou entre nós.


- Pois isso é o mais importante de tudo: o que acabou. Você não me diz mais nada sobre o que acabou? Seria uma forma de continuarmos.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Sobre os términos dramáticos

Somos barco naufragado.
Restos fracos e mortos do que foi grande.
Imponência do que já não é.
Somos escombros, túmulos e fim.

Morremos afogados, um no outro.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Língua Portuguesa

- Oi!
- Oi, bonitinho, tudo bem?
- Tudo bem.
(...)
- Já reparou que o "tudo bem" na verdade quer dizer "nada mal"?
- E que "pois sim" que dizer "não" e que "pois não" quer dizer "sim"? Quer coisa mais sem sentido?
- E quer coisa mais apática que "tudo bem"?
- Até porque se tudo estivesse bem, nós diríamos "tudo ótimo!"
- Hahahaha, mas pô, que droga, que confuso.
- Seguindo essa lógica, acho que isso foi um elogio.

Designados

Escrevi até em Helvetica pra falar de amor dum jeito que você fosse gostar. Já aboli Comic Sans, abandonei até os emails coloridos. Nem minha Georgia querida eu uso mais... Só pra você poder me entender.
Larguei minha pintura a dedo, mudei os tons da maquiagem, até. To montada de ton sur ton, sei os guias Pantone de cabo a rabo, só pra saber ver bem que cor combina com teus olhos... 
301 C e tal...

Hein? Psiu.... Tô toda fina na Helvetica e já larguei tanta coisa por você... pô, será que não dá? Larga essa coisa aí que você tem em casa... Essa coisinha Times New Roman politicamente correta em folha de bíblia, hein.... Ninguém gosta desses eternos pastéis, mais brilho e contraste, faz favor....
Ô nego, eu gostei tanto de você que não dá pra gostar de mais ninguém não... Vem viver comigo, numa fonte desenhada só pra gente.

domingo, 18 de março de 2012

É verão

Corpos frios não amam. Nem vivem, nem falam, nem mentem, nem são.
Almas frias morrem em vida, vazias, solitárias, glaciais.
É morte em vida mesmo. Morte fria, sem sol nem sertão.
Experimentei essa morte, esse frio severino que só...  tão só.
E penei, retirante de mim, fugindo do que eu era, procurando o mar.
E fugi em busca do sol ou coisa quente, aguardente, qualquer.
Queria derreter. Quebrar o gelo. Virar nuvem.
Mas não.

Não tinha resposta, não tinha calor, nem energia.
Chorei de medo, de dor, de frio.
Chorei todo aquele gelo que ia derretendo.
Virei água, aguada, insossa, incolor.
Continuei aguada e aguando.
Mas vi que o calor vinha de mim,
desse ritmo no peito, coisa quente, em ebulição.
Resolvi acelerar as batidas e esquentar a vida e...
Evaporei, sumi por uns tempos, virei mais que nuvem,
virei toda vapor,
toda calor.
Virei verão.

Agora sigo por aí, esquentando sorrisos,
trocando calores, derretendo geleiras...
Quentinha que só. Bem quente, Verão.

É  que "gente de mão quente não pode ter coração gelado".


Dialogando com o menino que precisa de calor...

domingo, 4 de março de 2012

- Odeio traduzir coisas biomédicas.
- Mas por que? É difícil?
- Não, porque eu fico descobrindo um monte de doença que eu devo ter.
- Nossa, eu não. Deve ser porque meu pai é médico.
- Eu sim. Deve ser porque minha mãe é hipocondríaca.
- hahahahha! Ow, você já esquentou sanduíche do McDonald's no microondas?
- Não, mas deve dar câncer.

Santo


Fomos algo incrível. De verdade.

Você me conhece mais do que qualquer outra pessoa, mais do que eu. E eu não te contei nada. E a gente nem tem história pra tudo isso. Mas você me lê e interpreta, como a uma carta. Não há segredos, não há mistério. Você entende tudo, simplesmente. Onisciente. 

Homem distante e sábio. Menino sagrado, são e santo. Qual é o seu segredo? Seu silêncio e risadas tímidas mantêm o mundo longe. Quem pode encostar em você? Quem quer estragar o etéreo com sentimentos e experiências mundanas? Eu não sei, eu não sou.

Onde você guarda a raiva e o rancor, a mágoa e o medo dos outros? Você deveria ter tudo isso, mas... não tem. Você é incrível. Inacreditável. Meu oposto, minha pior combinação e a coisa de que mais preciso. Não leve essa calma embora. Não tire essa paz de mim. Você se apresentou, prometido, dedicado. Permanente. Permaneça.

Vinte e poucos anos e um olhar de tantos outros mais anos. Esses olhos de quem já viu tudo e entende e perdoa... Como é que existem nos seus olhos essa paz que eu não consigo alcançar? 

Eu não (te) entendo. Não (te) conheço. Não quero (te) desvendar.

Não quero seu amor, amamos igual, os mesmos defeitos, as mesmas coisas. Não quero seus sonhos tão diferentes dos meus. Quero seu colo, proteção e permanência. Suas promessas cumpridas, seu riso tímido e suas mãos frias.

Só quero te manter por perto, mistério e presença, meu carinho e só. 

Você é santo demais pra mim. Não saberia lidar com essa paz absurda e gigante, que chega a incomodar. Eu explodo, eu grito e choro. Preciso de alguém que, no mínimo, sinta. Muito. Eu te amo, eu te adoro. Você me ama, me adora. Mas nós não somos nem seremos nada além de pessoas que se amam e se adoram e se cuidam. Deixa eu cuidar e conhecer você como você cuida e conhece a mim.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Apenas mais uma

2
Quando um amor estranho, que não é fogo pois não queimou, não ardeu, nem doeu, se recusa a morrer...?
É amor? Saudade? Carência?
Ou somos só nós e nossa eterna incapacidade de amar o possível, querendo sempre o que acabamos de enterrar?
- ainda que enterrar vivo -

Eu não sei a resposta. Sei que nesse velório não serei a carpideira.

Apenas uma vez?

1
E se a vida nos desse uma, só uma, chance? 
E se a vida cuidasse de apresentá-la bela, caprichada, inesquecível... e nem avisasse que esta seria a única?

Cabe a nós a coragem de viver cada oportunidade como a primeira, a última e a única. A coragem de se deixar conhecer e tocar. 
Todo envolvimento, todo segredo compartilhado, todo sentimento dividido... Todo momento, todo fechar de olhos e todo, todo amanhecer... Tudo é único e nada é igual. 
Não somos iguais, não sentimos igual. Meu amor por você de hoje, não é o de amanhã. Já, também, não é o de ontem. É outro, simplesmente. Não entramos duas vezes num Rio, como amaríamos igual?
O esforço de fazer cada encontro dessa teia-vida valer, depende de conhecer e ignorar o medo de que seja único e da coragem de arriscar-se mesmo sendo a primeira e última chance.

Mas, e se for a única chance?
E se eu me dedicar a alguém e.... deixar a verdadeira, outra, única chance passar? 
Mas e se...?

Eu não sei as respostas. 
Vou seguir apaixonada, sonhando com a chance perdida, acreditando que ela ainda não passou e que, por isso mesmo, devo seguir apostando tudo. De novo. 
Podemos só ter uma chance. 
Ter apenas uma vez.

Ah, a liberdade mentirosa da literatura...
que nos permite criar heterônimos, personagens pra disfarçar um "eu" que já não queria mais ser.
Ahh, a mentira de dizer - numa tentativa de acreditar - que é para apostar tudo outra vez mesmo sabendo que, se há uma só chance, ela provavelmente já passou.

...E há de ter sido aquela que o seu peito lutou para proteger e você lutou para matar....


Dialogando com "Once".....

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Carinho

Hoje, no trabalho, num minuto sem crianças nem barulho, o celular tocou. Não tocou tocando, tocou vibrando, fazendo aquele brrr brrr que de silencioso tem pouca coisa.

Pois bem, eu tinha ligações perdidas. Ligações suas, perdidas por mim. Mas que coisa a vida.... você, que não liga, e eu, que sempre atendo... E hoje eu perdi a sua ligação.

Ainda sem entender o chamado, te liguei uma, duas, três. Mas o metrô não gosta de celulares e a ligação nem se deu ao trabalho de completar. Você nem atendeu.

Quando finalmente nos falamos, conversamos sobre tudo e nada. Sobre banalidades e promessas. Você é desses que cumpre as coisas, né? Acho isso incrível, de verdade. Não acredito muito que ainda existam pessoas assim, mas eu sei que existe você.
E eu lembrei que nós ainda existimos.


Então venha, dance comigo a noite toda. Me faça sorrisos e abraços. E termine a noite com um beijo cheio desse, só nosso, carinho.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Fazer sentido

É engraçado o poder da madrugada. Não há melhor companhia para se (re) pensar a vida, (re) escrever declarações, discursos e desabafos. Não há melhor lugar pra se esconder do mundo.

Nesse silêncio dos sonos dos outros, só os sons repetidos e fracos do teclado quebram o ritmo do tic tac no corredor. Lá embaixo, um carro passa. O vizinho abre uma janela. Em mim mora o silêncio.

Penso no que não aconteceu, no que poderia ter acontecido, no que não vai mais, nunca, acontecer. Me perco nas hipóteses, imaginadas e descartadas continuamente, uma a uma, impassível e sem reação. Com a frieza de quem assiste sem poder reagir.



...E amanhã, quando a madrugada levar embora o silêncio, rostos com pequenos sorrisos vão me lembrar o motivo de estar aqui. E tudo vai ficar bem. Eu vou fazer sentido.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Into my arms

Eu não acredito em quase nada. Ou talvez acredite muito em poucas coisas. Poucas, preciosas coisas.

Acredito no que não se explica, nas coisas que já acabaram, no passado esquecido. Acredito em mim e em você. E que cedo ou tarde a gente vai se esbarrar num desses reencontros irônicos que a vida providencia. E vou saber porque não deixei de acreditar.

Por isso, ainda que tudo esteja escuro, mantenho uma vela esperançosa. Iluminando o caminho, pra que a vida saiba nos reencontrar.





segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

2012

Eu só queria um ano que virasse tudo de cabeça pra baixo e fosse bem diferente.

Por aqui a vida anda sempre muito igual.